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Atualmente, atendemos crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, no período em que não estão na escola. Com o intuito de ampliar nossas ações e enriquecer a formação das crianças e adolescentes que frequentam o Piá, também desenvolvemos projetos como a biblioteca, a brinquedoteca, a bicicloteca e o Cineclube. O Piá funciona, ainda, como local de formação para estudantes de pedagogia e licenciatura da Faculdade de Educação da USP, que realizam seus estágios acompanhando as atividades com as crianças e adolescentes e também as reuniões de formação realizadas pelo coletivo de educadores do Piá.
Breve Histórico
Em 1997 o Piá foi criado por iniciativa de um grupo de estudantes da Universidade de São Paulo. A princípio configurou-se como um Espaço Cultural para crianças, localizado na Casa de Mário de Andrade, na Barra Funda. No entanto, a regularidade dos freqüentadores, a presença de uma rotina com atividades que não se resumiam às oficinas e a participação das crianças e dos educadores na organização do espaço fez com que o Piá se caracterizasse rapidamente como um Espaço de Educação.
A partir de 1999 o Piá passa a realizar suas atividades no Clube da Cidade “Raul Tabajara”, também na Barra Funda. No mesmo ano, o Piá passa a ser reconhecido como Projeto de Extensão Universitária da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
Nos dois lugares onde o Projeto Piá esteve sediado, sua presença teve grande importância no processo de recuperação e re-significação do espaço público: a Casa de Mário de Andrade, desativada havia quatro anos, foi completamente restaurada e suas atividades, inclusive com jovens e adultos, foram retomadas; e o “Raul Tabajara”, que passou por reformas e se tornou, com o passar do tempo, uma referência de lazer, cultura, esporte e educação do bairro.
Em 2000, o coletivo de educadores do Piá funda o Cactus – Instituto de Educação e Cultura, associação civil sem fins lucrativos (CNPJ 04.488.507/0001-97), tendo em vista garantir e potencializar suas atividades, considerando a irregularidade e insuficiência do financiamento por parte da USP. O Projeto Piá, graças ao Cactus, alcançou maior sustentabilidade e foi, até o momento, contemplado com uma série de prêmios e financiamentos específicos da iniciativa pública e privada.
Coletivo de Educadores
O Projeto Piá é gerido por um coletivo de educadores que se organiza de forma auto-gestionária. Todos os integrantes compartilham as funções e tarefas essenciais ao andamento das atividades, assim como participam de todas as decisões à cerca das mesmas.
O coletivo de educadores é formado por um grupo bastante heterogêneo de pessoas, com formações muito variadas, o que enriquece o trabalho junto às crianças. A partir do desenvolvimento das pesquisas e reflexões sobre educação durante todos esses anos, caminhou-se na direção de uma educação comunitária, abrindo espaço para a inserção de membros da comunidade no coletivo de educadores. Este também conta com o coordenação acadêmica do Prof. Dr. Leandro de Lajonquière, docente da Faculdade de Educação da USP.
Espaço de Educação
As crianças seguem diariamente uma rotina de atividades que inclue roda de conversa, leitura de histórias, atividades dirigidas, lanche e um tempo especialmente dedicado à brincadeira livre. Segue-se uma pequena descrição das principais atividades:
Roda de Conversa
Trata-se de um momento em que todas as crianças estão presentes e que, além de se constituir como um rito de chegada, tem como objetivo proporcionar um ambiente de conversa coletiva, em que se estimula a fala e a escuta, em que as crianças podem contar suas histórias que trazem de casa, da rua, ou mesmo da sua imaginação. O papel dos educadores nesse processo é o de ajudar as crianças a conseguirem se colocar diante das outras, traçando suas narrativas, e ajudar os que estão ouvindo no aprendizado da escuta atenciosa e respeitosa.
Livre - Brincar
Assim denominam-se os períodos do dia em que não há um planejamento previamente definido. Esse tempo não-propositivo busca oferecer à criança a oportunidade de construir brincadeiras, mesclando a realidade e a imaginação, num exercício alimentado tanto pelos conhecimentos já apreendidos quanto pela criatividade que possibilita a invenção de mundos, sem a intervenção do adulto e sua racionalidade. São horas em que as crianças podem escolher o que querem fazer: brincar nos cantinhos da sala, no parquinho, na grama, no “clubinho”, ouvir ou cantar músicas, jogar bola, ler ou ouvir histórias, fazer um desenho, dormir, contemplar as outras crianças brincando ou sentar ao lado dos educadores e ouvir suas “histórias de adulto”. O papel dos educadores na atividade livre é o de acompanhar as crianças e intervir quando necessário no intuito de preservar o caráter educativo da experiência.
Atividade dirigida - Eixo Temático
As atividades dirigidas são aquelas que possuem uma proposta mais clara, seguindo um planejamento prévio. Este planejamento segue o que é chamado de Eixo Temático. Trata-se de uma linha condutora que vai costurando as diversas atividades propostas, contemplando as linguagens escrita, oral, plástica, musical, cênica, corporal, de forma integrada. Sua escolha acontece semestralmente e busca partir de questões da realidade próxima do grupo de crianças, através de abordagens que contribuam para a formação das crianças de forma contextualizada e para a compreensão mais ampla da realidade.
Neste ano, o Eixo Temático trata a história de São Paulo e de questões referentes ao espaço urbano, sua formação e as diferentes formas de sua percepção.
Formação de Educadores
No Piá priorizam-se, no processo educativo, os sujeitos - educadores e crianças - e os componentes formadores decorrentes das relações estabelecidas entre eles; e não apenas os métodos de ensino, tão exaltados no discurso pedagógico tradicional.
Procuram-se os meios pelos quais seja possível (levando em conta os limites e contradições inerentes ao percurso) constituir um processo formativo integrado ao desenvolvimento das atividades educativas com as crianças. É nesse sentido que damos importância ao estudo das diversas teorias produzidas sobre educação, o que se dá em diversos momentos de formação dos educadores do coletivo e nos estudos individuais.
O processo formativo inclui: uma reunião semanal de gestão e planejamento geral; encontros mensais de formação do coletivo de educadores, “grupo de palavra” onde todo adulto que assim o desejar fala de sua implicação no dia-a-dia com as crianças regular.
Biblioteca Comunitária
A partir do trabalho contínuo de formação de leitores realizado com as crianças do Projeto Piá, a consolidação de uma Biblioteca Comunitária no mesmo espaço configura-se como uma expansão deste trabalho, que tem como objetivo realizar empréstimo de livros para as crianças atendidas pelo Projeto Piá, bem como para os usuários do clube e para a comunidade como um todo. A Biblioteca contou com apoio técnico e financeiro do Programa Prazer em Ler, do Instituto C&A. Esse processo, desde a reconfiguração do mobiliário e disposição do espaço até a catalogação dos livros, fora realizado com a ajuda de pais das crianças que freqüentam o espaço de educação do Piá.
Além do empréstimo de livros, são realizadas atividades de mediação de leitura, abertas a toda a comunidade da Barra Funda, que têm como objetivo principal propiciar o acesso qualitativo aos livros e despertar o interesse e o gosto dos participantes pela leitura. Para tanto, acontecem saraus culturais a cada dois meses.
Cine Clube do Piá
O Cine Clube do Piá teve início em 2010, concretizando um velho sonho do coletivo. Voltado para os moradores da Barra Funda, adultos e crianças, incluindo as famílias que frequentam as outras atividades, se realiza em sessões mensais todas as últimas sextas-feiras do mês, às 19h30, desconsiderando os feriados. A efetivação desses encontros foi possível devido à conquista do Ponto de Cultura Piá, no início de 2010.
Nas sessões são exibidos longas e curtas metragens, entre documentários e animações, que trazem referências próximas à realidade do público, mas que também possam ampliar o conhecimento de todos sobre a nossa própria história e cultura e de outros povos. São privilegiados filmes que não pertencem ao circuito comercial cinematográfico, vídeos realizados por coletivos independentes e de vídeo popular, de difícil acesso, além produções de cinema infantil de qualidade. Também foram escolhidos filmes que tratam, de alguma forma, das questões urbanas e da história da cidade de São Paulo, eixo do trabalho realizado junto às crianças do Espaço de Educação Piá.
Um dos objetivos desse trabalho é completar um ciclo em que os envolvidos possam assistir a fillmes, refletir sobre eles, participar de processos de criação envolvendo a linguagem audiovisual e ver a si mesmos projetados na tela, como forma de reflexão e expressão das questões presentes na sua realidade.
Já nesse recente começo é possível perceber o envolvimento, principalmente das crianças, assistindo compenetradamente aos filmes, inclusive aos que não são voltados ao público infantil, instigadas a fazer perguntas como "O que é Ditadura Militar?", reconhecendo lugares da cidade de São Paulo por onde costumam passar ou já passaram.
A divulgação das sessões com a programação de cada uma pode ser encontrada todo mês no link acontece na primeira página deste site.
Apoio e Auxílios
• Prefeitura de São Paulo - Subprefeitura da Sé - Cessão de espaço no Clube-Escola Municipal Raul Tabajara para a realização do projeto Piá e da biblioteca comunitária.
Período de duração da parceria: permanente (desde 1999).
• Faculdade de Educação - USP - Suporte acadêmico, uso da sala 59 de pesquisa sob responsabilidade do LEPSI, demais serviços de apoio acadêmico e serviços de gráfica.
Período de duração da parceria: permanente (desde 1999).
• USP - Pró-reitoria de Cultura e Extensão - Concessão de duas bolsas do programa “Aprendendo com Cultura e Extensão” .
Período de duração da parceria: agosto de 2008 a julho de 2010.• USP - Pró-reitoria de Cultura e Extensão - Verba de apoio ao Espaço de educação do Piá e à publicação da Revista Piá Piou.
Período de duração da parceria: até que se esgotem dos recursos disponíveis.• Ministério da Cultura e Secretaria Estadual de Cultura - Ponto de Cultura
Período de duração da parceria: fevereiro de 2010 a dezembro de 2012.
A sustentabilidade do Cactus Instituto de Cultura e Educação e do Projeto Piá foi garantida pelas seguintes parcerias e premiações:
o 1999 – Fundo de Cultura e Extensão da USP
o 2000 – Fundo de cultura e extensão da USP.
o 2001 - Fundo de cultura e extensão da USP.
o 2002 – Programa Itaú Social.
o 2004 - Programa Petrobrás Social.
o 2005 – 2006 – Programa Petrobrás Social.
o 2005 - 2006 – Fundo de Cultura e Extensão da USP.
o 2005 – Programa Itaú Social.
o 2005 - 2006 - Secretaria Municipal de Educação - Programa "São Paulo é uma Escola".
o 2006 - 2008 – Instituto C&A.
o 2007 - Fundo de Cultura e Extensão da USP.
o 2007 - Fundo Itaú de Excelência Social.
o 2008 - Fundo Itaú de Excelência Social.
0 2009 - Ministério da Cultura - Prêmio Ludicidade - Pontinhos de Cultura.
o 2009 - Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo - VAI - Programa de Valorização de Iniciativas Culturais.
Contato
pia_projeto@yahoo.com.br
Tel: 3484-9799
Rua Anhanguera, 484.
Barra Funda
São Paulo
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Apresentação
O Projeto Piá é um espaço de educação não-formal, existente desde 1997 e localizado no bairro da Barra Funda, região central da cidade de São Paulo. Ele está sediado no Clube da Cidade Raul Tabajara e é vinculado ao Cactus – Instituto de Educação e Cultura. O Projeto funciona em parceria com a Universidade de São Paulo (através do Programa de Cultura e Extensão da Faculdade de Educação) e com a Prefeitura de São Paulo (que concede o uso da sala e das demais dependências do clube). Em 2010, o Projeto foi selecionado pelo Ministério da Cultura, através do Programa Cultura Viva, e foi reconhecido como Ponto de Cultura.
Desde sua criação, buscamos fazer do Piá um lugar de prática e de reflexão crítica acerca das possibilidades e limites da educação no atual contexto econômico e sócio-político. Trata-se de uma busca constante por um espaço em que a formação de educadores e crianças possa se dar na direção da desnaturalização de valores dominantes em nossa sociedade. Perseguimos uma formação que nos permita aprofundar a compreensão da realidade em que vivemos e nosso lugar no mundo como sujeitos.
O Projeto Piá é um espaço de educação não-formal, existente desde 1997 e localizado no bairro da Barra Funda, região central da cidade de São Paulo. Ele está sediado no Clube da Cidade Raul Tabajara e é vinculado ao Cactus – Instituto de Educação e Cultura. O Projeto funciona em parceria com a Universidade de São Paulo (através do Programa de Cultura e Extensão da Faculdade de Educação) e com a Prefeitura de São Paulo (que concede o uso da sala e das demais dependências do clube). Em 2010, o Projeto foi selecionado pelo Ministério da Cultura, através do Programa Cultura Viva, e foi reconhecido como Ponto de Cultura.
Desde sua criação, buscamos fazer do Piá um lugar de prática e de reflexão crítica acerca das possibilidades e limites da educação no atual contexto econômico e sócio-político. Trata-se de uma busca constante por um espaço em que a formação de educadores e crianças possa se dar na direção da desnaturalização de valores dominantes em nossa sociedade. Perseguimos uma formação que nos permita aprofundar a compreensão da realidade em que vivemos e nosso lugar no mundo como sujeitos.
Também tivemos como uma de nossas principais preocupações criar um espaço educativo em que fosse possível dialogar com os mundos culturais e sociais da infância, através de uma rotina que contempla tanto as atividades planejadas pelos educadores, quanto momentos em que as crianças podem brincar livremente, inventar seus jogos, suas atividades, seus agrupamentos e, desse modo, criar sua própria cultura.
Atualmente, atendemos crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, no período em que não estão na escola. Com o intuito de ampliar nossas ações e enriquecer a formação das crianças e adolescentes que frequentam o Piá, também desenvolvemos projetos como a biblioteca, a brinquedoteca, a bicicloteca e o Cineclube. O Piá funciona, ainda, como local de formação para estudantes de pedagogia e licenciatura da Faculdade de Educação da USP, que realizam seus estágios acompanhando as atividades com as crianças e adolescentes e também as reuniões de formação realizadas pelo coletivo de educadores do Piá.
Breve Histórico
Em 1997 o Piá foi criado por iniciativa de um grupo de estudantes da Universidade de São Paulo. A princípio configurou-se como um Espaço Cultural para crianças, localizado na Casa de Mário de Andrade, na Barra Funda. No entanto, a regularidade dos freqüentadores, a presença de uma rotina com atividades que não se resumiam às oficinas e a participação das crianças e dos educadores na organização do espaço fez com que o Piá se caracterizasse rapidamente como um Espaço de Educação.
A partir de 1999 o Piá passa a realizar suas atividades no Clube da Cidade “Raul Tabajara”, também na Barra Funda. No mesmo ano, o Piá passa a ser reconhecido como Projeto de Extensão Universitária da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
Nos dois lugares onde o Projeto Piá esteve sediado, sua presença teve grande importância no processo de recuperação e re-significação do espaço público: a Casa de Mário de Andrade, desativada havia quatro anos, foi completamente restaurada e suas atividades, inclusive com jovens e adultos, foram retomadas; e o “Raul Tabajara”, que passou por reformas e se tornou, com o passar do tempo, uma referência de lazer, cultura, esporte e educação do bairro.
Em 2000, o coletivo de educadores do Piá funda o Cactus – Instituto de Educação e Cultura, associação civil sem fins lucrativos (CNPJ 04.488.507/0001-97), tendo em vista garantir e potencializar suas atividades, considerando a irregularidade e insuficiência do financiamento por parte da USP. O Projeto Piá, graças ao Cactus, alcançou maior sustentabilidade e foi, até o momento, contemplado com uma série de prêmios e financiamentos específicos da iniciativa pública e privada.
Coletivo de Educadores
O Projeto Piá é gerido por um coletivo de educadores que se organiza de forma auto-gestionária. Todos os integrantes compartilham as funções e tarefas essenciais ao andamento das atividades, assim como participam de todas as decisões à cerca das mesmas.
O coletivo de educadores é formado por um grupo bastante heterogêneo de pessoas, com formações muito variadas, o que enriquece o trabalho junto às crianças. A partir do desenvolvimento das pesquisas e reflexões sobre educação durante todos esses anos, caminhou-se na direção de uma educação comunitária, abrindo espaço para a inserção de membros da comunidade no coletivo de educadores. Este também conta com o coordenação acadêmica do Prof. Dr. Leandro de Lajonquière, docente da Faculdade de Educação da USP.
Espaço de Educação
As crianças seguem diariamente uma rotina de atividades que inclue roda de conversa, leitura de histórias, atividades dirigidas, lanche e um tempo especialmente dedicado à brincadeira livre. Segue-se uma pequena descrição das principais atividades:
Roda de Conversa
Trata-se de um momento em que todas as crianças estão presentes e que, além de se constituir como um rito de chegada, tem como objetivo proporcionar um ambiente de conversa coletiva, em que se estimula a fala e a escuta, em que as crianças podem contar suas histórias que trazem de casa, da rua, ou mesmo da sua imaginação. O papel dos educadores nesse processo é o de ajudar as crianças a conseguirem se colocar diante das outras, traçando suas narrativas, e ajudar os que estão ouvindo no aprendizado da escuta atenciosa e respeitosa.
Livre - Brincar
Assim denominam-se os períodos do dia em que não há um planejamento previamente definido. Esse tempo não-propositivo busca oferecer à criança a oportunidade de construir brincadeiras, mesclando a realidade e a imaginação, num exercício alimentado tanto pelos conhecimentos já apreendidos quanto pela criatividade que possibilita a invenção de mundos, sem a intervenção do adulto e sua racionalidade. São horas em que as crianças podem escolher o que querem fazer: brincar nos cantinhos da sala, no parquinho, na grama, no “clubinho”, ouvir ou cantar músicas, jogar bola, ler ou ouvir histórias, fazer um desenho, dormir, contemplar as outras crianças brincando ou sentar ao lado dos educadores e ouvir suas “histórias de adulto”. O papel dos educadores na atividade livre é o de acompanhar as crianças e intervir quando necessário no intuito de preservar o caráter educativo da experiência.
Atividade dirigida - Eixo Temático
As atividades dirigidas são aquelas que possuem uma proposta mais clara, seguindo um planejamento prévio. Este planejamento segue o que é chamado de Eixo Temático. Trata-se de uma linha condutora que vai costurando as diversas atividades propostas, contemplando as linguagens escrita, oral, plástica, musical, cênica, corporal, de forma integrada. Sua escolha acontece semestralmente e busca partir de questões da realidade próxima do grupo de crianças, através de abordagens que contribuam para a formação das crianças de forma contextualizada e para a compreensão mais ampla da realidade.
Neste ano, o Eixo Temático trata a história de São Paulo e de questões referentes ao espaço urbano, sua formação e as diferentes formas de sua percepção.
Formação de Educadores
No Piá priorizam-se, no processo educativo, os sujeitos - educadores e crianças - e os componentes formadores decorrentes das relações estabelecidas entre eles; e não apenas os métodos de ensino, tão exaltados no discurso pedagógico tradicional.
Procuram-se os meios pelos quais seja possível (levando em conta os limites e contradições inerentes ao percurso) constituir um processo formativo integrado ao desenvolvimento das atividades educativas com as crianças. É nesse sentido que damos importância ao estudo das diversas teorias produzidas sobre educação, o que se dá em diversos momentos de formação dos educadores do coletivo e nos estudos individuais.
O processo formativo inclui: uma reunião semanal de gestão e planejamento geral; encontros mensais de formação do coletivo de educadores, “grupo de palavra” onde todo adulto que assim o desejar fala de sua implicação no dia-a-dia com as crianças regular.
Biblioteca Comunitária
A partir do trabalho contínuo de formação de leitores realizado com as crianças do Projeto Piá, a consolidação de uma Biblioteca Comunitária no mesmo espaço configura-se como uma expansão deste trabalho, que tem como objetivo realizar empréstimo de livros para as crianças atendidas pelo Projeto Piá, bem como para os usuários do clube e para a comunidade como um todo. A Biblioteca contou com apoio técnico e financeiro do Programa Prazer em Ler, do Instituto C&A. Esse processo, desde a reconfiguração do mobiliário e disposição do espaço até a catalogação dos livros, fora realizado com a ajuda de pais das crianças que freqüentam o espaço de educação do Piá.
Além do empréstimo de livros, são realizadas atividades de mediação de leitura, abertas a toda a comunidade da Barra Funda, que têm como objetivo principal propiciar o acesso qualitativo aos livros e despertar o interesse e o gosto dos participantes pela leitura. Para tanto, acontecem saraus culturais a cada dois meses.
Cine Clube do Piá
O Cine Clube do Piá teve início em 2010, concretizando um velho sonho do coletivo. Voltado para os moradores da Barra Funda, adultos e crianças, incluindo as famílias que frequentam as outras atividades, se realiza em sessões mensais todas as últimas sextas-feiras do mês, às 19h30, desconsiderando os feriados. A efetivação desses encontros foi possível devido à conquista do Ponto de Cultura Piá, no início de 2010.
Nas sessões são exibidos longas e curtas metragens, entre documentários e animações, que trazem referências próximas à realidade do público, mas que também possam ampliar o conhecimento de todos sobre a nossa própria história e cultura e de outros povos. São privilegiados filmes que não pertencem ao circuito comercial cinematográfico, vídeos realizados por coletivos independentes e de vídeo popular, de difícil acesso, além produções de cinema infantil de qualidade. Também foram escolhidos filmes que tratam, de alguma forma, das questões urbanas e da história da cidade de São Paulo, eixo do trabalho realizado junto às crianças do Espaço de Educação Piá.
Um dos objetivos desse trabalho é completar um ciclo em que os envolvidos possam assistir a fillmes, refletir sobre eles, participar de processos de criação envolvendo a linguagem audiovisual e ver a si mesmos projetados na tela, como forma de reflexão e expressão das questões presentes na sua realidade.
Já nesse recente começo é possível perceber o envolvimento, principalmente das crianças, assistindo compenetradamente aos filmes, inclusive aos que não são voltados ao público infantil, instigadas a fazer perguntas como "O que é Ditadura Militar?", reconhecendo lugares da cidade de São Paulo por onde costumam passar ou já passaram.
A divulgação das sessões com a programação de cada uma pode ser encontrada todo mês no link acontece na primeira página deste site.
Apoio e Auxílios
• Prefeitura de São Paulo - Subprefeitura da Sé - Cessão de espaço no Clube-Escola Municipal Raul Tabajara para a realização do projeto Piá e da biblioteca comunitária.
Período de duração da parceria: permanente (desde 1999).
• Faculdade de Educação - USP - Suporte acadêmico, uso da sala 59 de pesquisa sob responsabilidade do LEPSI, demais serviços de apoio acadêmico e serviços de gráfica.
Período de duração da parceria: permanente (desde 1999).
• USP - Pró-reitoria de Cultura e Extensão - Concessão de duas bolsas do programa “Aprendendo com Cultura e Extensão” .
Período de duração da parceria: agosto de 2008 a julho de 2010.• USP - Pró-reitoria de Cultura e Extensão - Verba de apoio ao Espaço de educação do Piá e à publicação da Revista Piá Piou.
Período de duração da parceria: até que se esgotem dos recursos disponíveis.• Ministério da Cultura e Secretaria Estadual de Cultura - Ponto de Cultura
Período de duração da parceria: fevereiro de 2010 a dezembro de 2012.
A sustentabilidade do Cactus Instituto de Cultura e Educação e do Projeto Piá foi garantida pelas seguintes parcerias e premiações:
o 1999 – Fundo de Cultura e Extensão da USP
o 2000 – Fundo de cultura e extensão da USP.
o 2001 - Fundo de cultura e extensão da USP.
o 2002 – Programa Itaú Social.
o 2004 - Programa Petrobrás Social.
o 2005 – 2006 – Programa Petrobrás Social.
o 2005 - 2006 – Fundo de Cultura e Extensão da USP.
o 2005 – Programa Itaú Social.
o 2005 - 2006 - Secretaria Municipal de Educação - Programa "São Paulo é uma Escola".
o 2006 - 2008 – Instituto C&A.
o 2007 - Fundo de Cultura e Extensão da USP.
o 2007 - Fundo Itaú de Excelência Social.
o 2008 - Fundo Itaú de Excelência Social.
0 2009 - Ministério da Cultura - Prêmio Ludicidade - Pontinhos de Cultura.
o 2009 - Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo - VAI - Programa de Valorização de Iniciativas Culturais.
Contato
pia_projeto@yahoo.com.br
Tel: 3484-9799
Rua Anhanguera, 484.
Barra Funda
São Paulo